Hoje a venda é uma relação pessoal, e isso é o ativo — não o problema. O que este método faz é tirar do colo da vendedora tudo que não é conversa e colocar na frente dela nomes já pesquisados, com o histórico impresso. Ela nunca abre uma tela. Todo o resto tem dono, e o dono não é ela.
O que está quebrado
em ordem de gravidade173 pessoas pagaram e nunca receberam prova nenhuma do que compraram
evidência63,1% da base comprou uma vez e sumiu. Ninguém recebeu Pacote de Prova retroativo nem relatório de circulação da edição em que saiu. O artista disse com todas as letras: vocês nunca me mostram o que a primeira compra rendeu antes de pedir a segunda.
consequênciaPedir R$3.900 de recompra a quem nunca viu o resultado da primeira vez é pedir fé numa categoria vizinha de golpe de vaidade. Trava a reativação inteira, que é a peça mais barata de receita do ano.
o que fazerO Produtor monta e envia o Pacote Retroativo para toda a base já publicada — PDF de imprensa da matéria dele, arquivo em alta, certificado numerado, link permanente e relatório de circulação da edição. Sem oferta junto, sem link de venda, sem uma linha de proposta. Só sete a dez dias depois é que qualquer conversa de RETORNO começa.
Ninguém nunca perguntou por que 63% não voltaram
evidênciaA base classifica o sumiço como dormente e o tratamento como reativar. Nenhum documento tem uma linha sobre causa. Pode ser preço, pode ser decepção, pode ser vergonha de estar em revista paga — ninguém sabe.
consequênciaTodo argumento de RETORNO é construído em cima de suposição. A reabordagem vai tropeçar na mesma pedra sem saber que ela existe.
o que fazerChirlei conversa com 15 a 20 pessoas do grupo one-and-done na semana 2 do ciclo 1, e 5 por ciclo daí em diante. Uma pergunta: o que faltou pra você voltar. Não se vende nessa conversa em nenhuma hipótese. O Produtor transcreve, o Douglas reescreve o argumento de RETORNO com o que as pessoas disserem.
A carteira não é da empresa
evidência274 relações vivem numa conta pessoal de DM da Chirlei. Sem cópia, sem contrato de titularidade, sem acesso administrativo da empresa, sem plano B. E-mail existe em 11 dos 274 registros.
consequênciaÉ o único risco irreversível da lista. Se ela sai, a ArtNow não perde uma vendedora, perde a memória da base inteira.
o que fazerTrês camadas. O Produtor transcreve toda semana o que ela relata em voz alta, e em quatro ciclos a empresa tem 12 meses de histórico registrado sem uma hora dela. O Pacote de Prova passa a sair por e-mail, sempre, o que dá a desculpa natural de capturar endereço (11 para 150+ em quatro ciclos). E o Douglas resolve a cláusula de titularidade da carteira e o acesso administrativo à conta comercial — é trabalho jurídico, não comercial, e hoje não existe.
91 artistas novos por ano com uma pessoa é conta que não fecha
evidência1,76 participações por artista na vida inteira contra ~160 participações por ano necessárias. Prospecção fria consome 6h por artista e é a atividade em que a venda por relação tem a menor vantagem, porque não existe vínculo prévio com um estranho.
consequênciaÉ teto de crescimento embutido no desenho, não falta de esforço dela. Perseguir 91 no ciclo 1 queima a hora mais cara do negócio no produto que rende R$408 por hora.
o que fazerAno 1 é ano de recuperar recorrência, ano 2 é ano de sourcing. Se a recorrência sair de 1,76 para 2,20, a necessidade de novos cai de 91 para ~73 por ano. Cada décimo de recorrência recuperado vale nove artistas que ninguém precisa caçar. O Produtor monta o pipeline de sourcing ao longo do ano 1 para ele maturar no ano 2.
A hora dela nunca foi medida
evidênciaO teto de 150h por ciclo é hipótese assumida, não número apurado. Nenhuma meta histórica foi checada contra capacidade real.
consequênciaToda a rampa dos ciclos 2, 3 e 4 se apoia num número que ninguém tem. 40 participações por ciclo é chute com cara de plano.
o que fazerO Produtor conta fechamentos e conversas a partir de fatos registrados — venda fechada, entrevista agendada — e nunca de autodeclaração dela. Treze semanas de contagem dão o número. A partir do ciclo 2 a meta para de ser aposta. Nada de timesheet, nada de tela, nada que ela precise preencher.
O preço certo depende da memória dela sob pressão de resposta rápida
evidênciaEla responde preço na hora, porque é assim que a confiança dela funciona. Ela mesma levantou que quase prometeu ESTREIA a quem já tinha publicado. E avisou que não vai esperar resposta de terceiro em minutos no meio de uma conversa ao vivo.
consequênciaPrometer preço de estreia a quem já publicou quebra o inviolável do preço que nunca desce, e a correção depois custa mais relação do que a venda valia.
o que fazerTrês camadas, nenhuma delas pedindo que ela espere. A Folha já traz o histórico impresso em cada linha. O PDF alfabético dos 274 fica fixado no topo da conversa dela com o Produtor no WhatsApp — buscar um nome leva segundos, no aplicativo que ela já usa. E a frase de cotação segura para o resto: te confirmo o valor em cinco minutos, muda se você já saiu na revista antes e eu não quero errar com você. Se ainda assim errar, o Produtor corrige em até duas horas com frase pronta, e ela nunca volta atrás sozinha.
A empresa não tem canal próprio
evidênciaInstagram em 246 dos 274 registros, e-mail em 11. O relacionamento comercial depende ao mesmo tempo de uma plataforma de terceiro e de uma pessoa física.
consequênciaAs duas piores dependências empilhadas. Uma mudança de política do Meta ou uma saída dela derruba o acesso à base.
o que fazerPacote de Prova entregue por e-mail, sempre, pelo Produtor. Meta de 150 endereços em quatro ciclos. E-mail não vira canal de venda — com 4% de cobertura morreria — vira ativo de propriedade que sobrevive à plataforma e à pessoa.
O sistema web foi construído na gramática errada
evidênciaExiste pipeline, listas, campanhas, disparo e scorecard no ar, e ela praticamente não usa. A unidade de trabalho dela é a pessoa lembrada, não o registro.
consequênciaAdotar custa hora dela sem retorno no mesmo dia e converte capital pessoal em ativo substituível. Ninguém adota com vontade uma ferramenta que o torna mais dispensável. Não é problema de treinamento e não se resolve com cobrança.
o que fazerO sistema vira ferramenta do Produtor, com o usuário dele. Ela nunca abre tela. O que sai do sistema para ela são dois artefatos de papel: a Folha do Ciclo e o cartão de quatro linhas.
O que se olha antes de falar
Produtor Comercial, semanalmente, em lote. A Chirlei nunca faz pesquisa e nunca recebe a ficha de oito itens. O que chega até ela é um cartão de quatr| Olhar | Onde | O que revela |
|---|---|---|
| Histórico na base — o nome está na lista dos 274 já publicados? | Folha do Ciclo (já vem impresso em cada linha) ou PDF alfabético dos 274 fixado no WhatsApp dela | É a decisão binária que define ESTREIA ou RETORNO antes de qualquer outra coisa. Se está na lista, já publicou. Se não está, é estreante. Nada de preço sai antes desta linha. |
| Status e última interação | Sistema de gestão, consultado pelo Produtor | Dormente, ativo ou morno, com data e nota do último contato. Serve para ela abrir a conversa sem perguntar como vai desde quando, o que denuncia que ela não lembra. |
| Atividade no grid nos últimos 90 dias | Perfil do Instagram | Perfil parado há mais de quatro meses é o principal filtro de não-compra — com uma exceção: quem já pagou alguma vez nunca é descartado por estar parado. Pode estar parado justamente porque se decepcionou. |
| Bio | Link para site, menção a galeria, prêmio ou currículo. Ajuda a calibrar se faz sentido falar de TRAJETÓRIA ou PRIME. | |
| Últimos 5 a 10 posts | Exposição, coletiva, vernissage, marcação de galeria ou curador, edital em andamento. É daqui que sai o momento que vai no cartão. | |
| Tom das legendas | Quem posta preço na legenda e vende por DM está em modo baixo ticket e não valoriza imprensa agora. Não é não para sempre, é não agora. | |
| Site, quando existir | Link da bio | Ausência de seção de imprensa é a abertura mais natural que existe para o Pacote de Prova, sem soar a venda. |
| Google do nome mais artista visual | Busca | Currículo, prêmio antigo e participação em salão que a bio não conta. É o que separa o artista de trajetória do artista de portfólio bonito. |
Sinais de compra
- Mudança recente de momento: ateliê novo, coletiva marcada, edital em andamento, prêmio recebido, portfólio reeditado
- Aumento de frequência de post depois de um período parado
- Currículo novo somado a dinheiro em caixa — típico de quem foi selecionado em salão com cachê, entre junho e agosto
- Site ou perfil sem nenhuma seção de imprensa, com trabalho maduro
- Já publicou uma vez e respondeu ao Pacote Retroativo, mesmo que só com um obrigado
- Artista em comum com um dos 31 embaixadores, depois de uma a duas semanas de aquecimento
Sinais de não-compra
- Perfil parado há mais de quatro meses — exceto quem já pagou alguma vez
- Preço na legenda e venda direta por DM: está em modo baixo ticket, imprensa não é prioridade agora
- Muitos seguidores e nenhuma atividade recente. Seguidor não é sinal de compra, é calibragem de qual produto
- Reclamação pública recente sobre revista paga ou sobre pagar para expor
- Quem, na escuta, disse que se decepcionou e ainda não foi respondido sobre isso — esse volta para o Douglas antes de qualquer oferta
Onde achar artista novo
~91 por ano é o que a base exige só para não encolher| Canal | Como | Por mês | Custo | Quem |
|---|---|---|---|---|
| Pacote Retroativo com a pergunta de indicação embutida alta | O Produtor envia por e-mail o pacote completo de quem já publicou (PDF de imprensa, arquivo em alta, certificado numerado, link permanente e relatório de circulação) e, dentro dele, uma pergunta: quem são 2 artistas que você admira e que ainda não estão na revista. Contrapartida: crédito de indicado por no Perfil Vivo do indicado. A pergunta sai do pacote, nunca da boca da Chirlei em cadência — pedido de indicação como rotina dela é disciplina nova cujo benefício aparece depois e para a empresa, e ela avisou que sabota esse tipo de coisa sem perceber. | 2 a 3 indicações qualificadas | R$0 além das horas do Produtor | Produtor |
| Listas públicas de selecionados de salão e edital alta | O Produtor acompanha a publicação de resultados (Salão Graciosa, Arte Pará, Salão Nacional de Goiás, editais municipais e estaduais) e extrai nome, UF e disciplina. O Salão Graciosa recebeu 228 dossiês para 60 vagas; o Arte Pará seleciona 25 e paga R$2.500 de cachê a cada um — ou seja, o artista tem currículo novo e dinheiro em caixa ao mesmo tempo. | 1 a 2 fechamentos, concentrados entre junho e agosto | R$0 | Produtor |
| Feiras, vernissages e salões presenciais alta | O Produtor monta o calendário do ano (SP-Arte em abril, salões regionais em maio e junho, ArtRio em setembro, vernissages locais o ano todo) e a lista de quem vai estar em cada um. A Chirlei decide onde vai. É o canal onde boa parte das 274 relações nasceu, olho no olho, e hoje ela opera sozinha e sem nenhum apoio. | 1 fechamento em média, com picos em abril e setembro | deslocamento, credencial e diária — orçado por evento pelo Douglas | Produtor mapeia e monta a lista; Chirlei vai e conversa |
| Rede cruzada dos 31 embaixadores no Instagram media | O Produtor abre a lista de seguidos de 3 a 5 embaixadores por mês, filtra visualmente e aquece de 1 a 2 semanas com curtida genuína e um comentário real antes que qualquer mensagem saia. Só depois disso a Chirlei manda a DM citando o artista em comum. Sem essa espera, é cold DM disfarçado e queima o embaixador junto. | 1 a 2 fechamentos | R$0 além de 8h/mês do Produtor | Produtor pesquisa e aquece; Chirlei manda a mensagem final, cerca de 1h/mês |
| Associações, SESC e SESI, coletivos, escolas de arte, galerias e residências media | Trabalho institucional de porta, feito por e-mail e telefone pelo Produtor: apresenta a revista, propõe pauta ou uso da VCA como entrada, pede a lista de artistas ligados à instituição. A VCA do ciclo é gasta exatamente aqui, para abrir uma porta nova. | 2 fechamentos | R$0 além de 12h/mês do Produtor, mais a VCA (R$500 de cachê ao artista) | Produtor prospecta; Douglas decide onde a VCA é gasta |
| Marketplaces com curadoria baixa | O Produtor varre plataformas que já filtram por curadoria própria e monta a fila com disciplina e UF preenchidas. É o primeiro canal a ser cortado se as horas do Produtor estourarem. | 1 fechamento | R$0 além de 6h/mês do Produtor | Produtor |
Como se vende cada produto
o argumento, a sequência e o erro que mataVITRINE — R$1.650
Você entra oficialmente na ArtNow agora, sem esperar vaga de entrevista e sem precisar convencer ninguém de que a sua história merece ser contada — você mostra o trabalho.
a quemQuem nunca publicou e quer entrar rápido; quem já publicou uma vez, recebeu o Pacote Retroativo e não respondeu; quem disse claramente que não quer entrevista
a necessidade realPressa e controle. Existir num lugar sério sem se expor a uma entrevista.
quando oferecerPor sequência de mensagem do Produtor, sempre, com link. A Chirlei só conduz uma VITRINE quando já está numa conversa aberta por outro motivo e o artista deixou claro que não quer entrevista.
quando NÃONúcleo com 3 ou mais edições, quem já comprou RETORNO ou TRAJETÓRIA, e quem ainda não recebeu o Pacote Retroativo. Também nunca para nome da lista de override da Chirlei.
a prova a usarTrês páginas de VITRINE já publicadas, no ar, com a URL própria indexável, mais a página de arquivo permanente de um artista já publicado
a sequência- Toque 1 (Produtor, por mensagem): entrega — o Pacote Retroativo ou o link da página de arquivo dele, sem oferta nenhuma
- Toque 2 (Produtor, 7 a 10 dias depois): apresenta a VITRINE com link direto e o exemplo de três páginas já no ar
- Toque 3 (Produtor, mais 7 dias): último toque, curto, com prazo real da edição corrente e sem nenhuma pressão inventada
- Se responder com dúvida sobre entrevista ou trajetória, o Produtor passa o nome para a Chirlei e sai da conversa
ESTREIA — R$2.450
Essa é a primeira vez que alguém de fora vai perguntar sobre o seu trabalho, com nome assinado, e isso fica registrado.
a quemSó quem nunca publicou — nome que não está na lista dos 274
a necessidade realLegitimação. Prova de que não é ele dizendo que é bom, é alguém perguntando.
quando oferecerSemanas 7 e 8 do ciclo, só com nomes que têm cartão de quatro linhas pronto e momento identificado
quando NÃOPara qualquer nome que apareça na lista dos 274. E nunca por formulário de perguntas mandado por DM.
a prova a usarDuas matérias completas de artistas de linguagem parecida, o Pacote de Prova em branco para ele ver o que recebe, e três depoimentos escolhidos por perfil parecido entre os 155 já coletados
a sequência- A Chirlei abre pela conversa, citando o momento do artista com as palavras dela, sem data e sem número
- Ela diz em voz alta o que a revista não faz, antes de dizer o que faz
- Ela explica o que é a matéria: entrevista, texto assinado, spread
- Manda a prova: duas matérias de artistas de linguagem parecida e o Pacote de Prova em branco
- Fecha e passa o nome ao Produtor com a confirmação de valor cheio; o Produtor cobra e agenda a entrevista
RETORNO — R$3.900
Você já sabe o que é. Dessa vez a pergunta não é o que é, é quando — e quem escolhe é você.
a quemSó quem já publicou — nome que está na lista dos 274. Prioridade para o núcleo (46 com 3+ edições) e a segunda onda (55 com 2 edições)
a necessidade realControle do próprio timing e reafirmação de que continua relevante.
quando oferecerSemanas 3 e 4, e só depois de ele ter recebido o Pacote Retroativo com o relatório de circulação — sete a dez dias antes, no mínimo. Prova de entrega vem antes de pedido de recompra, nunca depois.
quando NÃOCom quem ainda não recebeu o pacote. E com quem, na escuta, disse que se decepcionou e ainda não foi respondido sobre isso — esse volta para o Douglas antes de qualquer oferta.
a prova a usarO Pacote de Prova dele mesmo, com a matéria dele, mais o relatório de circulação da edição em que ele saiu e a página de arquivo permanente já no ar com o nome dele
a sequência- Produtor entrega o Pacote Retroativo por e-mail, sem nenhuma oferta junto
- Chirlei retoma sete a dez dias depois citando o nome da edição anterior e da obra que saiu
- Ela pergunta o que ele achou do material — e escuta de verdade antes de propor qualquer coisa
- Ela propõe a nova participação liderando pela escolha de edição, não pelo preço
- Fecha, confirma valor cheio ao Produtor, e o Produtor cobra e agenda
TRAJETÓRIA — R$5.400/ano (12× R$450)
Você não precisa decidir de novo daqui a quatro meses. Fica resolvido o ano inteiro, com prioridade e o perfil sempre atualizado.
a quemQuem fechou ESTREIA ou RETORNO nas semanas 2 a 8 do ciclo e demonstrou querer presença contínua
a necessidade realAlívio de negociar de novo a cada edição e presença contínua no radar de galeria e curador.
quando oferecerSemana 9, dentro da conversa que já está quente com quem acabou de fechar
quando NÃOComo primeira oferta a quem nunca publicou. E nunca comparando com o preço de dois RETORNOS.
a prova a usarUm Perfil Vivo real, no ar, com histórico de duas participações mostrando o que mudou entre uma e outra
a sequência- Chirlei retoma com quem fechou nas semanas anteriores, já com a entrevista agendada
- Apresenta o Perfil Vivo funcionando, com um exemplo real de dois momentos do mesmo artista
- Propõe resolver o ano inteiro, com prioridade de fila
- Fecha e passa ao Produtor, que monta o parcelamento em 12 vezes e cobra
PRIME — R$14.900/ano (por convite)
Você já saiu [N] vezes com a gente. Queria te propor uma coisa diferente pro ano.
a quemNúcleo com histórico real de edições. Lista proposta pelo Douglas na semana 1 e ratificada pela Chirlei antes de qualquer convite sair — ela pode vetar qualquer nome e acrescentar um por ciclo, sem justificar com dado
a necessidade realTratamento personalizado e portas específicas — press kit indo com o nome dele para três destinatários que ele escolhe.
quando oferecerSemana 9, por voz — ligação ou áudio. Nunca por texto frio.
quando NÃOPara quem pede sem ter histórico. A resposta é não, dita em voz alta e com respeito. E nunca com um nome que a Chirlei não ratificou — se ela convida sem acreditar, o artista sente na hora.
a prova a usarO press kit real já formatado (formato e diagramação, sem revelar destinatários de terceiros) e um ensaio de ateliê já feito
a sequência- Douglas propõe a lista na semana 1; Chirlei ratifica, veta ou acrescenta um nome
- Chirlei liga na semana 9 e faz o convite pela relação, não pela oferta
- Ela deixa o preço para o fim da conversa, depois que o convite está estabelecido
- Fecha e passa ao Produtor, que monta press kit, agenda o ensaio de ateliê e organiza os três envios nominais
CONSULTORIA — R$8.900 (sem meta, sob gatilho)
Isso não é sobre sair na revista. É sobre alguém de fora te dizer, sem interesse em te vender mais nada, onde o seu trabalho está posicionado hoje.
a quemArtista que revela dúvida real sobre o próprio posicionamento, dentro de uma conversa que começou por outro motivo
a necessidade realClareza. Nasce só quando o artista diz algo como não sei se meu trabalho está pronto ou não sei pra quem eu tô fazendo isso.
quando oferecerSó quando o gatilho aparece na boca do artista, em qualquer semana do ciclo. Não tem meta e ninguém é cobrado se não aparecer no ciclo.
quando NÃOComo abertura de conversa. Nenhuma, com ninguém, em canal nenhum. Se o artista não levantou a dúvida, o produto não existe naquela conversa.
a prova a usarSumário anonimizado de uma entrega anterior: o que foi mapeado, o que virou decisão do artista
a sequência- Chirlei escuta a dúvida e não responde com produto na hora
- Ela nomeia a dúvida de volta, com as palavras dele, para confirmar que entendeu
- Só então oferece a consultoria como caminho, deixando claro que não sai na revista
- Fecha e passa ao Produtor, que agenda com o Douglas e cobra
O ciclo da edição, semana a semana
13 semanas · toda ação tem dono- Produtor monta a Folha do Ciclo: 25 a 30 nomes, cada linha já com o histórico na frente (nunca publicou / publicou 2x, edições 7 e 10)
- Produtor atualiza o PDF alfabético dos 274 nomes já publicados e fixa no topo da conversa de WhatsApp com a Chirlei
- Reunião de 40 minutos: Douglas leva meta do ciclo, a VCA e a lista PRIME proposta; Chirlei ratifica, veta ou acrescenta um nome sem precisar justificar
- Chirlei dita em áudio, em cinco minutos: os nomes que nunca recebem disparo automático (lista de override) e os dois nomes de porta aberta do ciclo
- Douglas olha os números de circulação da revista e decide o que entra no Pacote Retroativo
- Produtor começa a disparar o Pacote Retroativo para os nomes da Folha que já publicaram e nunca receberam nada
- Chirlei faz 15 conversas com artistas do grupo one-and-done (5 por ciclo a partir do ciclo 2), por áudio ou ligação, com uma pergunta: o que faltou pra você voltar
- Regra sem exceção: não se vende nessa conversa. Se o artista puxar venda, ela marca outro dia
- Produtor transcreve as 15 conversas e separa os motivos em três grupos: preço, entrega e vergonha da categoria
- Chirlei retoma contato com Prioridade A e núcleo que já receberam o Pacote Retroativo
- Produtor segue disparando Pacote Retroativo para o restante da Folha
- Chirlei conversa com o núcleo, um a um, sempre citando nome da edição anterior e da obra
- Só entra na conversa quem já recebeu Pacote Retroativo e relatório de circulação — quem não recebeu volta pro Produtor
- Argumento lidera pela escolha de edição, nunca pelo preço
- Produtor cobra o que fechou na semana 2 e agenda entrevistas
- Chirlei trabalha a segunda onda com a mesma sequência: prova entregue, depois conversa, depois preço
- Produtor entrega o que apurou nas 15 escutas — Douglas ajusta o argumento de RETORNO com base no que as pessoas disseram
- Quem, na escuta, disse que se decepcionou volta pro Douglas antes de qualquer oferta
- Produtor segue cobrando e agendando
- Douglas e Produtor conferem o placar contra a rampa do ciclo
- Se estiver abaixo, a auditoria é da Folha: nomes ruins, mal priorizados ou sem Pacote Retroativo entregue
- Produtor troca os nomes que não andaram por nomes novos da fila
- Ninguém cobra a Chirlei. A conversa é sobre a lista, não sobre ela
- Produtor dispara VITRINE por sequência de mensagem para quem já recebeu o Pacote Retroativo e não respondeu — nunca para nome da lista de override
- O disparo sai do canal da ArtNow e diz honestamente que quem escreve é o Produtor, com menção à Chirlei; não finge ser ela
- Produtor entrega 20 a 25 nomes com sinal recente para a Chirlei
- Chirlei manda 20 a 25 mensagens curtas, sem oferta nenhuma, só retomando contato — cerca de 3 minutos cada
- Chirlei fala apenas com nomes que têm cartão de quatro linhas pronto e momento identificado
- Nenhuma conversa começa por formulário de perguntas — o produto depende da pessoa se sentir ouvida
- Os invioláveis são ditos em voz alta antes de qualquer preço: não promete venda de obra, não promete capa
- Produtor mantém cobrança e agendamento correndo por trás
- Chirlei trabalha a segunda leva de ESTREIA
- Quem respondeu à reativação e deixou claro que não quer entrevista vai para VITRINE por link do Produtor, não por conversa dela
- Produtor manda o Pacote de Prova por e-mail a todo mundo que já fechou no ciclo, com a pergunta de indicação embutida
- Produtor registra os e-mails capturados
- Chirlei oferece TRAJETÓRIA a quem fechou nas semanas 2 a 8, dentro da conversa que já está quente
- Nunca vender TRAJETÓRIA como economia contra dois Retornos
- Convites PRIME por voz, na lista que ela mesma ratificou na semana 1 — nunca por texto
- Produtor prepara press kit modelo e agenda os ensaios de ateliê dos PRIME fechados
- Última semana de venda para a edição corrente
- Lista congelada, com exceção única dos dois nomes de porta aberta definidos na semana 1
- Quem não fechou entra na Folha do ciclo seguinte, sem drama e sem pressão de última hora
- Produtor consolida a lista final e passa para produção
- Produtor cobra tudo que está em aberto. A Chirlei não cobra nada de ninguém
- Se algum artista cobrar dela, ela usa a frase: quem cuida disso é o [nome do Produtor], já te conecto
- As duas vagas de porta aberta fecham até a sexta desta semana; depois disso, ninguém entra
- Produtor passa briefings, contatos e prazos para a produção editorial
- Entrevistas, textos assinados, diagramação e revisão
- Nenhuma venda entra nesta semana, por nenhum motivo
- O calendário editorial não estica para caber mais uma venda
- Produtor acompanha prazos e responde artista que pergunta sobre a matéria
- Publicação da edição e atualização das páginas de arquivo permanente
- Produtor envia o Pacote de Prova por e-mail a todos os publicados, com a pergunta de indicação e o relatório de circulação
- Produtor fecha os números do ciclo: participações, recorrência acumulada, e-mails capturados, UFs preenchidas
- Produtor registra as horas reais que gastou por tarefa e Douglas revê o contrato dele
- Produtor monta a Folha do ciclo seguinte e Douglas define a próxima VCA
O ritual que segura tudo
"Os 15 minutos de segunda. Toda segunda-feira, mesmo horário, 15 a 20 minutos, por telefone ou áudio — nunca com tela aberta. Conduz o Douglas; quando ele não puder, o Produtor. A ordem importa mais que as perguntas: os primeiros cinco minutos são sempre sobre o que a EMPRESA vai fazer POR ELA naquela semana — quem o Produtor vai cobrar, quem ele vai pesquisar, quais nomes entram na Folha, o que sai do colo dela. Isso é inegociável; se um dia começar pelas perguntas, virou prestação de contas e o ritual morre. Só depois vêm as quatro perguntas, exatamente nesta ordem: 1) Quem você fechou essa semana? 2) Quem disse não, e por quê? 3) Quem está te enrolando? Quer que eu mande o lembrete? 4) Da Folha, quem você ainda não tocou? Ela fala; o Produtor transcreve depois, sozinho. Nunca se pede que ela digite, preencha campo, atualize status ou abra tela. Está escrito e combinado com o Douglas e com o Produtor: o que sai desse ritual não vira meta individual dela, não vira comparação entre ciclos apresentada a ela e não vira cobrança — serve só para ajustar a Folha da semana seguinte. A medição de capacidade sai de fatos registrados pelo Produtor (venda fechada, entrevista agendada), não da resposta dela. E ela pode pular a segunda de feira, viagem ou vernissage sem justificar nada: nesse caso o Produtor manda um áudio de um minuto com a primeira parte — o que a empresa vai fazer por ela — e o ciclo segue."
O que sai do colo dela
se a resposta for “ela”, a tarefa está no lugar errado- Cobrança de qualquer valor, em qualquer situação, de qualquer artista — passa para o Produtor Comercial, e ela tem frase de devolução pronta: quem cuida disso é o [nome], já te conecto
- Prospecção fria e montagem de qualquer lista — Produtor Comercial
- Pesquisa de artista antes da conversa (os oito itens) — Produtor Comercial, que entrega um cartão de quatro linhas, nunca a ficha
- Montagem e atualização da Folha do Ciclo — Produtor Comercial
- Envio do Pacote de Prova e do Pacote Retroativo — Produtor Comercial
- Captura e registro de e-mail na base (meta de 11 para 150) — Produtor Comercial
- Preenchimento de UF e disciplina dos 181 registros incompletos — Produtor Comercial
- Agendamento de entrevista, briefing e prazo com a produção editorial — Produtor Comercial
- Disparo de VITRINE, os três toques, por sequência de mensagem — Produtor Comercial
- Pedido de indicação em cadência — sai da boca dela e vira campo dentro do Pacote de Prova, enviado pelo Produtor Comercial
- Registro de histórico e status no sistema de gestão — Produtor Comercial, transcrevendo o que ela fala em voz alta na segunda-feira
- Correção de preço cotado errado, em até duas horas, com frase pronta — Produtor Comercial. Ela nunca volta atrás sozinha
- Manter os contatos sem pauta comercial (regra do 2-para-1: repost, comentário real, marcação editorial, 30 por semana no perfil da revista) — Produtor Comercial
- Mapear calendário de feiras, salões e vernissages e montar a lista de quem estará em cada um — Produtor Comercial; ela só decide se vai
- Decidir sozinha quem entra no PRIME — Douglas propõe a lista, ela ratifica, veta ou acrescenta um nome
- Ligar para Prioridade A que sumiu e não responde a ela — Douglas, pessoalmente
Os números do ciclo
| Número | Meta | Se não bater |
|---|---|---|
| Participações fechadas contra a meta do ciclo | 31 no ciclo 1, 39 no 2, 45 no 3, 48 no 4 | Douglas audita a Folha, não a Chirlei. Procura por nomes ruins, nomes mal priorizados ou nomes que receberam oferta antes do Pacote Retroativo. O Produtor troca a lista. Ninguém aumenta pressão sobre ela. |
| Recorrência acumulada (participações divididas por artistas) | de 1,76 para 2,20 em quatro ciclos | É o número que mais importa do método. Se não sobe, a escuta e o Pacote Retroativo não estão funcionando e a necessidade de novos volta a 91 por ano. Douglas relê as escutas e reescreve o argumento de RETORNO antes de mexer em qualquer outra coisa. |
| Pacotes Retroativos entregues antes de qualquer oferta de RETORNO | 100% da Folha do ciclo | Suspende a oferta de RETORNO para quem não recebeu, até entregar. Não se pede recompra a quem nunca viu prova da primeira compra. O Produtor prioriza isso acima de sourcing. |
| Escutas com artistas que compraram uma vez e sumiram | 15 no ciclo 1, 5 por ciclo depois | Douglas assume três pessoalmente. Sem esse dado, o argumento de RETORNO continua sendo suposição e o maior vazamento da base fica sem explicação. |
| Conversão dos 41 artistas Prioridade A | cerca de 25% por ciclo | Queda aqui é erosão silenciosa no grupo de maior valor. Douglas liga pessoalmente para quem sumiu e não responde a ela. Isso é relação e não se delega ao Produtor. |
| E-mails capturados na base | de 11 para 150 em quatro ciclos | É risco, não venda. O Produtor reforça a captura no envio do Pacote de Prova e no Pacote Retroativo. Enquanto estiver baixo, a empresa continua dependendo do Meta e de uma pessoa física ao mesmo tempo. |
| UFs preenchidas na base | de 93 para 274 | O plano regional das 6 praças não entra no ciclo 3. Sem UF, meta regional é número inventado, e é melhor não ter meta do que ter meta falsa. |
| Horas reais gastas pelo Produtor, por tarefa | 46h/mês, medidas no ciclo 1 e revistas na semana 13 | Se passar de 55h/mês, Douglas escolhe entre aumentar a carga contratada ou cortar canal de sourcing — nesta ordem: marketplace, institucional, rede cruzada. Folha, checagem de histórico, cobrança e Pacote de Prova nunca são cortados. |
Nunca fazer
não é orientação, é limite- Prometer, sugerir ou insinuar que a revista faz o artista vender obra
- Dar desconto, sinalizar desconto ou honrar preço de estreia para quem já publicou
- Vender capa ou abertura de seção, por qualquer valor, para qualquer pessoa
- Oferecer CONSULTORIA como primeira oferta, para qualquer artista, em qualquer canal
- Colocar meta em CONSULTORIA — meta em produto de gatilho cria incentivo para forçar, e forçar quebra o que sustenta o produto
- Oferecer RETORNO a quem ainda não recebeu o Pacote Retroativo e o relatório de circulação
- Vender qualquer coisa dentro da conversa de escuta; se o artista puxar venda, marcar outro dia
- Mandar disparo automático como primeiro toque para quem já pagou alguma vez
- Mandar disparo automático para qualquer nome da lista de override definida pela Chirlei
- Usar data exata, número de seguidores ou qualquer dado que exija ter vasculhado o perfil do artista
- Mencionar ao artista a Folha, o cartão, o sistema, a pesquisa prévia ou a classificação dele
- Ler literalmente, numa conversa com artista, uma frase escrita por outra pessoa
- Oferecer VITRINE a quem tem 3 ou mais edições, ou a quem já comprou RETORNO ou TRAJETÓRIA
- Vender TRAJETÓRIA como economia em relação a dois RETORNOS
- Justificar o preço do RETORNO pelo custo interno da operação — isso é problema da ArtNow, não do artista
- Convidar para o PRIME por texto, ou com lista que a Chirlei não ratificou
- A Chirlei cobrar dívida de qualquer valor, de qualquer artista, em qualquer situação
- A Chirlei abrir conversa com o objetivo de vender VITRINE
- Esticar o calendário editorial para caber mais uma venda
- Transformar os 15 minutos de segunda em prestação de contas com tela aberta
- Pedir que a Chirlei preencha, digite ou atualize qualquer campo em qualquer sistema
- Usar os números do ritual de segunda como meta individual dela ou como comparação entre ciclos apresentada a ela